O Alto Comissariado para as Migrações - ACM, I.P., Instituto Público
na dependência direta da Presidência do Conselho de Ministros, tem
por missão colaborar na definição, execução e avaliação das políticas
públicas, transversais e setoriais em matéria de migrações, relevantes
para a atração dos migrantes nos contextos nacional, internacional e
lusófono, para a integração dos imigrantes e grupos étnicos, em particular
as comunidades ciganas, e para a gestão e valorização da diversidade entre
culturas, etnias e religiões.

A missão específica do ACM, I.P. encontra-se consagrada no
Decreto-Lei nº 31/2014
, de de 27 de fevereiro

  • Mais Diversidade,
  • Melhor Humanidade.

Festival TODOS 2013 à porta

19-08-2013

Caminhada de Culturas
Viajar pelo mundo sem sair de Lisboa

Poço dos Negros / São Bento, Lisboa
Um outro bairro, uma outra cidade, um outro mundo

12 a 15 Setembro 2013

Pelo quinto ano consecutivo a Câmara Municipal de Lisboa, em parceria com a associação Academia de Produtores Culturais, promove o festival intercultural de Lisboa, por todos conhecido como Todos - Caminhada de Culturas. Este ano o festival concentra-se no seu novo território, na zona da Rua de São Bento e do Poço dos Negros, cumprindo a sua vocação de festival nómada que, percorrendo e descobrindo na cidade novos focus multiculturais e interculturais, combate a ideia de guetos e aproxima, cada vez mais, pessoas de várias culturas e idades.

A programação do TODOS – Caminhada de Culturas aponta para a interculturalidade presente em toda a cidade e o diálogo inter-religioso é o subtema associado a essa ideia. O TODOS é um encontro de mundos no qual se abrem várias portas que levam a espaços por onde todos podem circular.


Nesta sua 5ª edição, entre 12 e 15 de setembro, o TODOS fixa-se num outro bairro: São Bento/Poço dos Negros. É daqui que vamos revelar as várias realidades e modos de estar que tão bem ilustram a ideia de interculturalidade, subjacente a toda a programação. Umas são mais visíveis, outras pedem um olhar mais atento e uma descoberta que queremos partilhar. Das memórias de outros tempos, presentes na toponímia, nos edifícios, nos monumentos, até às lojas com produtos de outras paragens, restaurantes onde podemos deliciar-nos com outros sabores, passando por bares, cafés, associações interculturais, diferentes espaços de oração, antiquários, estudantes Erasmus, intelectuais, artistas, instituições, tudo faz parte da vida deste bairro.


A programação do TODOS – Caminhada de Culturas parte das realidades multiculturais deste novo bairro, e também da cidade, e abraça-as através de espetáculos de rua, uma exposição itinerante de fotografia, teatro, experiências gastronómicas, música, desenho, dança, visitas, passeios, encontros, entre muitas outras iniciativas que, durante quatro dias, proporcionam um outro olhar sobre a cidade de Lisboa e a sua relação com outras variadas culturas.


TODOS – Caminhada de Culturas


Na sua 5ª edição, o Festival TODOS avança no seu percurso intercultural e entra com as suas sandálias num outro bairro: São Bento / Poço dos Negros; abre-se assim um novo horizonte de pesquisa, de pensamento e de festa. Encontrámos um conjunto de realidades contrastantes que não estão ao alcance de um primeiro passeio:

Fomos perseguindo e desvendando a história africana do Poço dos Negros que começa no tempo da escravatura e chega à atualidade. A Lontra e o B.Leza são os monumentos dessa presença - locais onde o som dos melhores músicos africanos sempre se cruzou com a cachupa servida por exímias cozinheiras. Há sinais desta memória por todo o lado.

Encontrámos também uma forte presença brasileira nos cabeleireiros, em pequenos restaurantes, onde os sorrisos e o pão de queijo nunca faltam; e a comunidade oriental, sobretudo vinda do Paquistão e do Nepal, também aqui está, com o seu pequeno comércio, cafés, costureiros e bares.

Caminhando pelas ruas, paisagens como a de um café paquistanês, onde, através da montra, vemos um grupo de amigos africanos que bebe cerveja acompanhada de chamuças e paparis e, cá fora, um grupo de jovens que fala holandês, são aspetos desta dimensão intercultural em convivência e mutação. Também descobrimos associações interculturais, muitos europeus que habitam o bairro, estudantes, intelectuais, artistas, cruzando-se com portugueses de vários estratos sociais e com estilos de vida por vezes opostos.

Dos homens engravatados, aos homens de chinelas de praia, encontramos uma grande variedade de modos de estar. À hora de saída do Liceu Passos Manuel, nosso parceiro no Festival, centenas de crianças e jovens originários de diferentes lugares, põem-se a caminho de casa; esta escola alberga 33 nacionalidades.

A pé descobrimos capelas, muitos conventos, grandes igrejas - como a igreja das Mercês, ao lado do Hospital de Jesus e a igreja de Santa Catarina, ligada à ordem de São Paulo, o primeiro eremita. Santa Catarina, a santa mártir do seu imenso saber,  esta mulher intelectual, também nos inspirou. A ciência das religiões por exemplo, levou-nos aos locais onde se praticam diferentes cultos e credos que habitam Lisboa e quisemos trazê-los até ao TODOS. Descobrimos ainda os condomínios fechados, face atual dos antigos palácios e os muitos antiquários que nos parecem os guardiões de ícones de uma vida abastada, culta e cheia de viagens pelo mundo, que também aqui, sempre existiu e existe.

Depois chegámos à imponente Assembleia da República e a um conjunto de instituições importantes: a Fundação Mário Soares, o Atelier Museu Júlio Pomar, o Albergue Noturno, a UCCLA, a Fábrica da Marinha Grande, a Fundação Amália Rodrigues, o ACM. Depois, as Noites de São Bento, a Junta de Freguesia das Mercês, a Interculturacidade, a Associação Girassol, a Cavalo de Pau, O BeBel, A Sabores do Monte, Oficina 37, Palavra de Viajante, o Sr. Vasco /Velharias, o Sr. Robalo, o grupo de vizinhos da Praça das Flores... Todos foram cúmplices e com eles, criámos a programação.

Na convivência aparentemente impossível destes mundos que, em certos casos, surgem como guetos dentro do bairro, encontrámos duas palavras que atravessam várias das nossas propostas: SILÊNCIO e PALAVRA. 
As palavras dos Homens e dos Deuses; os silêncios dos Deuses e dos Homens; 
Com um grande grupo de pessoas vindas de fora e do bairro, com diferentes credos, saberes, artes e nacionalidades, o Festival TODOS apresenta um programa para quatro dias onde cantar, pensar, comer, dançar, discutir, ver, desenhar e festejar esta cidade é possível. Queremos, com este Festival que sai do seu habitat primeiro - o Intendente, celebrar através das artes a riqueza inesgotável desta Lisboa.
Festejar com os artistas, com os crentes, com os sem-abrigo, com os comerciantes, com os intelectuais, com o São Bento, com as crianças, com TODOS afinal, a Dança, o Teatro, a Música, o Cinema, a Fotografia e o Pensamento, aqui e agora.

Siga-nos em: todosfestival.com

TODOS é uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, do GLEM – Gabinete Lisboa Encruzilhada de Mundos e da Academia de Produtores Culturais



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